Erico Pimentel, diretor da revista Supergrom, fala ao blog Marketing Infantil sobre o projeto de lei que propõe restrições à publicidade infantil. Leia abaixo a entrevista.
Qual a sua opinião sobre o projeto de lei que propõe a proibição da publicidade dirigida às crianças?
Não concordo. Acho um absurdo e as justificativas não me convenceram.
Que impacto isso deverá ter no seu negócio, caso aprovado?
Tenho uma revista de esportes digital sub-18, ou seja, só falo de crianças e adolescentes com até 18 anos de idade. Se aprovar, posso fechar as portas.
Caso aprovado, você acredita que outras ferramentas de divulgação, promoção e relacionamento receberão maiores investimentos? Quais?
Olha, como minha preocupação é com a relação “publicidade x criança”, acho que essa verba migrará para patrocínios e eventos. Não vi muita saída para quem trabalha exclusivamente com crianças. Inclusive acho que essa lei afetaria até a área promocional.
Que outras observações você gostaria de fazer sobre o assunto?
Para mim, a lei é um absurdo. Imagine a programação da manhã das emissoras Globo, SBT e Record sem comerciais. Certamente passaríamos a ter futebol e jornais pela manhã, pois assim as emissoras não perderiam seus anunciantes. Imagino que programas infantis não teriam mais espaços e assim teríamos apenas programas para adultos, o que eu acho mais absurdo ainda.
Não vejo problema quando minha filha (4 anos) me questiona sobre querer ganhar determinado brinquedo que ela viu na televisão, mesmo quando não tenho condições de comprar. Vejo problema sim na exposição excessiva de algumas notícias como a do pai que joga a filha pela janela. Neste caso, minha filha perguntou se eu iria fazer isso com ela também. Novelas que priorizam o corpo, o sexo e os beijos em excesso também ganharão mais espaço na televisão.Essa é a programação dos adultos, que gera anúncio e dá lucro às emissoras. A saída será desligar a TV quando nossos filhos estiverem por perto. A comunicação para adultos é pior do que a comunicação para as crianças. Estão querendo criar um mundo cinza para nossas crianças… tenho certeza que não é a saída.
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Um comentário:
São muito oportunas as considerções colocadas. Há muito por fazer para proteger a integridade e o carater das nossas crianças e que não estão nas propagandas, e sim nos brinquedos,na violência e na abordagem equivocada do amor e de educação, demonstrados nos veículos de comunicação que nada tem a ver com solidariedade e delicadeza.
Os produtos devem ser fiscalizados e aprovados pelos órgãos competentes para terem direito à propaganda. Que me consta, os pais têm responsabilidade sobre seus filhos, e isto é que deve ser exigido pelas autoridades e órgãos competentes.
Para cada linha de produto há um nutricionista, pedagogo, pediatra, farmacêutico enfim, que garante o produto. A propaganda divulga as informaçõe, e aos pais ou responsáveis compete a escolha de comprar ou não, isto é EDUCAR!
Parabéns Erico!
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