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24 abril 2007

Estrela investe em tecnologia

Empresa aposta em produtos com componentes eletrônicos trazidos da China. Após forte crise na década passada, vendas da Estrela cresceram 40% em 2006.

A Brinquedos Estrela, empresa que completa 70 anos de mercado em 2007, está usando um remédio chinês para combater a concorrência dos brinquedos importados da China. Para sair da crise, a empresa investiu pesado na incorporação de itens eletrônicos - todos trazidos do país asiático - a seus tradicionais brinquedos. A receita continuará ser a aposta da empresa em 2007: só neste ano, a Estrela vai investir R$ 8 milhões em novos produtos.

A companhia aposta em produzir brinquedos carregados de tecnologia e de chips eletrônicos vindos do oriente para cativar um público infantil cada vez mais exigente. "A maior parte dos nossos lançamentos e relançamentos de produtos antigos tem o objetivo de agregar interatividade aos brinquedos", diz o diretor de marketing da companhia, Aires Leal Fernandes.

Crise
Antes de encontrar a fórmula para amenizar os efeitos da concorrência chinesa, acarretada pela queda das alíquotas de importação e também pela entrada de produtos contrabandeados no país, a empresa sofreu uma grave crise. Entre 1986 e o auge de sua crise, há dez anos, o número de funcionários da empresa diminuiu de 11 mil para apenas 600. "De repente, todo mundo foi para o oriente trazer brinquedo, até quem não era do setor", explica o diretor de marketing da empresa.

Desde então, a Estrela tenta recuperar espaço no mercado. Em 2006, teve resultados positivos: as vendas cresceram 40% em relação ao ano anterior. Hoje, a empresa mantém três fábricas - em Manaus (AM), Três Pontas (MG) e Itapira (SP) - e tem 800 funcionários, embora o número de empregos chegue a 1,7 mil no segundo semestre, quando as vendas se aquecem por conta do Dia das Crianças e do Natal.

Novos tempos

Para 2007, a companhia programou o lançamento de 245 novos produtos, todos recheados de tecnologia e adaptados à criança dos "novos tempos". É o caso do Coelho Jojô, que brinca eletronicamente de esconde-esconde: tapa os olhos com as orelhas, conta até dez e sai em busca da criança – com o cuidado de não encontrá-la rápido demais e encurtar a brincadeira. "A criança de hoje é mais solitária que a de antigamente. Ela precisa de brinquedos que façam companhia para ela", explica o executivo da Estrela.

Coelho tapa os olhos com as orelhas no esconde-esconde

Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), o auge da crise da Estrela coincide com o "fundo do poço" de todo o setor: em 1996 foram fechadas 536 fábricas, o que acarretou a demissão de 18 mil pessoas.

Aos poucos, porém, as empresas foram encontrando meios de escapar dos estragos da invasão chinesa - o que culminou no uso de grandes quantidades de peças vindas do país nos brinquedos nacionais. Além disso, a atuação mais forte da Polícia Federal e da Receita no combate à entrada ilegal de produtos no país é apontada como forte aliada do setor. Finalmente, no ano passado, o segmento parece ter atingindo um patamar de estabilidade.

"Foi o primeiro ano em que não precisamos demitir nenhum dos nossos 26 mil funcionários", diz o presidente da Abrinq, Synésio Batista. O faturamento de 2006 ficou em R$ 1 bilhão, crescimento de 7%. A expectativa, em 2007, é de pelo manter o ritmo de expansão. "Foi preciso trabalhar 11 anos para conseguir recuperar apenas parte do espaço que os fabricantes nacionais tinham no mercado. Como éramos, acho que nunca voltaremos a ser", diz.

Fonte: G1

2 comentários:

Anônimo disse...

Como comprar esse coelho pro meu filho?

Arnaldo Rabelo disse...

Parece que o Coelho Jojô ainda não foi lançado. Mas vc pode entrar em contato com a Estrela.

Veja em: http://www.estrela.com.br/site2006/asp/faleconosco.asp