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12 maio 2008

Indústrias de brinquedos pensam em se transferir para o Nordeste

A indústria de brinquedos planeja deixar São Paulo e abrir um pólo fabricante do setor no Nordeste. O estudo considera os Estados de Pernambuco, Ceará e Bahia, onde há incentivo fiscal. A informação foi divulgada pelo presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synesio Batista da Costa, na abertura da Abrin - Feira Nacional de Brinquedos, em São Paulo.

De acordo com ele, a escolha do local onde haverá a concentração vai "depender do custo de produto estimado em cada Estado". Segundo Costa, cerca de 80% das empresas do setor estão em São Paulo, gerando cerca de 23 mil empregos. A migração, prevista para ocorrer entre três e cinco anos, deve arrastar ao menos 80% dessas empresas, e fechar cerca de 18,5 mil vagas em território paulista. O setor tem 318 indústrias no Brasil.

"Quem não migrar vai morrer pelo caminho. O custo de produção pode ter queda entre 8% e 10% com mudança para o Nordeste, isso nos torna mais competitivos", afirmou. O objetivo é ganhar força para brigar com os chineses, que respondem por cerca de 70% dos brinquedos fabricados no mundo e já têm 40% do mercado brasileiro. Em 2007, o faturamento da indústria nacional cresceu apenas 2% em relação a 2006, somando R$ 2,23 bilhões. No mundo, a indústria de brinquedos movimenta cerca de US$ 68,3 bilhões anuais. De acordo com Costa, o negócio no Brasil deverá totalizar cerca de R$ 2,5 bilhões em 2008.

Fonte: Valor Online - 23.04.08

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