A matéria explica que com a Revolução Industrial a população mundial quadruplicou no período de 1900 a 2000. Embora a população continue crescendo, a taxa de crescimento diminuiu muito. Em cada vez mais países, as mulheres têm menos filhos que o necessário para manter o tamanho da população estável. No ano passado, a ONU disse que até 2025 a população mundial poderá começar a diminuir (mas a expectativa dos demógrafos é que a população se estabilize em 10 bilhões de pessoas no meio do século).As áreas do mundo que já enfrentam os problemas gerados pela diminuição populacional são a Europa Central e Oriental (da Alemanha à Rússia), o Norte da área mediterrânea e a parte Leste da Ásia (Japão e Coréia do Sul). No Japão a força de trabalho jovem e capacitada cairá 20% na próxima década. O sistema de previdência é um dos mais afetados, pois há poucos jovens trabalhando para cobrir os custos com os aposentados. O exército russo já tem enfrentado problemas para manter o número de soldados. Áreas rurais pouco populosas no Japão estão ficando abandonadas.
Por outro lado, os países não devem procurar incentivar os casais a terem mais bebês. Mas precisam achar soluções para esses novos problemas. Entre as soluções estão os incentivos para as pessoas trabalharem por mais tempo, a flexibilização no sistema de salários, maior abertura para imigrantes, facilidades à mulher que trabalha para cuidar de seus filhos (como creches). Os Estados Unidos e a região Noroeste da Europa reverteu a tendência de declínio populacinal com esse tipo de política.
Quando sociedades tradicionais se modernizam, a taxa de fertilidade cai. Em sociedades tradicionais com economias modernas, como o Japão ou a Itália, é onde a taxa mais caiu. E nas sociedades que buscam compatibilizar o trabalho com a criação de filhos, as mulheres tendem a fazer os dois, aumentando a taxa de fertilidade.
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As indústrias (e os profissionais de marketing) que trabalham com o público infantil devem se preparar para esse novo cenário: menos crianças, embora consumindo cada vez mais.


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